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Postado em 11.08.2010 - Por: Nossa Cultura

Dê um novo sentido à leitura. Ouça!

Descobrindo as facilidades que o audiolivro proporciona, você pode colocar a leitura em dia no trânsito, na academia ou no parque, fazendo uma caminhada! Tenha a experiência de ouvir um audiolivro e mude seus conceitos, aproveitando melhor o seu tempo.

Nada nas mãos, nada no colo, nada diante dos olhos. Aos poucos, os brasileiros estão descobrindo o que milhões de norte-americanos e europeus já sabem: com os audiolivros, é possível “ler” com muito mais liberdade, em qualquer hora e em qualquer lugar – mesmo no escuro. “É uma excelente opção para aproveitar o tempo ao máximo, desligar-se de tarefas repetitivas e incentivar o hábito da leitura em crianças antes mesmo da alfabetização”, afirma Paulo Lago, criador e principal executivo da Nossa Cultura, editora especializada em livros em áudio.

Fundada em 2005, a Nossa Cultura conta hoje com mais de 70 títulos próprios, dos mais variados assuntos, desde finanças e investimento – como é o caso do audiolivro “A nova proposta de Warren Buffett”, de David Clark e Mary Buffett – até literatura, como o audiolivro “O sol também se levanta”, de Ernest Hemingway.  Desde 2008, a editora vem investindo na compra de títulos, nacionais e estrangeiros, para ampliar seu catálogo, aumentar as vendas e popularizar o formato, que ainda é pouco conhecido entre a maioria dos brasileiros. “O mercado ainda é restrito, mas apresenta sinais claros de crescimento; nosso faturamento, por exemplo, dobrou nos últimos 12 meses”, comemora Lago.

Lazer e conhecimento com praticidade

Com a popularização dos MP3 players, está cada vez mais fácil ter acesso ao conteúdo dos audiolivros. “Além de serem ouvidos num aparelho de CD, nossos livros podem ser transferidos rapidamente para um cartão de memória, para um player e até para um celular”, explica Lago. É por isso que um audiolivro pode ser ouvido em praticamente qualquer situação e faz sucesso, principalmente, entre motoristas, que gastam horas no trânsito, nos trajetos de casa para o trabalho e vice-versa. Nos Estados Unidos, onde as vendas de audiolivros ultrapassam US$ 1 bilhão por ano, o automóvel é o local preferido para as “leituras”. Segundo pesquisa realizada pela APA – Audio Publishers Association, 40% dos consumidores desse formato utilizam-no como entretenimento em viagens longas. Outros 18% ouvem os livros em áudio no trajeto para o trabalho ou a escola, enquanto 23% o fazem durante tarefas cotidianas – enquanto se exercitam, fazem compras ou passeiam com o cachorro, por exemplo. As famílias também usam os audiolivros em atividades com as crianças.

O mercado americano de audiolivros é bastante qualificado. A maioria dos usuários tem nível superior e 63%, equipamentos de MP3. Além disso, eles também são consumidores de livros tradicionais: um terço dos entrevistados pela APA afirmou ter lido 16 livros impressos ou mais nos doze meses anteriores à realização do estudo.

É possível que o mercado brasileiro tenha características semelhantes, mas é possível também transformar os audiolivros em uma opção para aqueles que têm dificuldade de leitura. O grupo de não leitores reúne, segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, pessoas que leem muito devagar, não compreendem a maior parte do que leem, não conseguem se concentrar, não enxergam bem ou não sabem ler. “Todas elas podem usufruir de um audiolivro, basta que o formato se torne mais popular”, reforça Lago.

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