Resumo: Crônicas que retratam as mudanças e o cotidiano da família moderna

Mais viva que nunca!

Na década de 50 do último século do último milênio, de repente os homens deixaram de usar chapéus, e demorei para entender porque: naquela década, em todo o mundo, a maioria da população mudou do campo para as cidades. Deixando o trabalho rural, vivendo na cidade sombreada de altos prédios e ruas arborizadas, os homens não precisavam mais proteger a cabeça.

Além disso, os chapéus simbolizavam uma vida rural que queriam esquecer, como as mulheres deixaram de usar anáguas, simbolizando a liberação sexual e a transformação da família.
Com a mecanização agrícola, os tratoristas passaram a usar bonés, que os jovens urbanos adotariam – para usar com a aba virada para trás, simbolizando a primeira geração a desobedecer saudavelmente os pais. 

E as bengalas, que pareciam tão condenadas ao esquecimento como as galochas, voltaram nas mãos dos idosos, conforme a vida foi prolongada pela medicina e pela autoestima.
Mas só fui me dar conta de que, nas últimas décadas, a família se transformou mais rapidamente que em milênios, quando os homens passaram a usar brincos e, na cabeleireira que frequento com minha mulher (baita transformação também), ouvi uma avó dizer orgulhosa:

- Meu netinho tem um jeitinho gay, estou louca pra saber se vai ser ator ou estilista!
Revendo minhas crônicas, também me dei conta de que formam um livro, ideal para ser falado, com sua linguagem coloquial, conversando com o ouvinte. Daí surgiu A Família do Milênio, com a certeza de que, mudando tanto, a família continua mais viva que nunca... - Domingos Pellegrini

Autor: Domingos Pellegrini
ISBN: 
978-85-98580-55-5
Formato: MP3
Duração: 1h37

Audiolivro: A família do milênio
R$21,00 R$12,50
Esgotado
Audiolivro: A família do milênio R$12,50

Resumo: Crônicas que retratam as mudanças e o cotidiano da família moderna

Mais viva que nunca!

Na década de 50 do último século do último milênio, de repente os homens deixaram de usar chapéus, e demorei para entender porque: naquela década, em todo o mundo, a maioria da população mudou do campo para as cidades. Deixando o trabalho rural, vivendo na cidade sombreada de altos prédios e ruas arborizadas, os homens não precisavam mais proteger a cabeça.

Além disso, os chapéus simbolizavam uma vida rural que queriam esquecer, como as mulheres deixaram de usar anáguas, simbolizando a liberação sexual e a transformação da família.
Com a mecanização agrícola, os tratoristas passaram a usar bonés, que os jovens urbanos adotariam – para usar com a aba virada para trás, simbolizando a primeira geração a desobedecer saudavelmente os pais. 

E as bengalas, que pareciam tão condenadas ao esquecimento como as galochas, voltaram nas mãos dos idosos, conforme a vida foi prolongada pela medicina e pela autoestima.
Mas só fui me dar conta de que, nas últimas décadas, a família se transformou mais rapidamente que em milênios, quando os homens passaram a usar brincos e, na cabeleireira que frequento com minha mulher (baita transformação também), ouvi uma avó dizer orgulhosa:

- Meu netinho tem um jeitinho gay, estou louca pra saber se vai ser ator ou estilista!
Revendo minhas crônicas, também me dei conta de que formam um livro, ideal para ser falado, com sua linguagem coloquial, conversando com o ouvinte. Daí surgiu A Família do Milênio, com a certeza de que, mudando tanto, a família continua mais viva que nunca... - Domingos Pellegrini

Autor: Domingos Pellegrini
ISBN: 
978-85-98580-55-5
Formato: MP3
Duração: 1h37